Se você está pensando em criar um site, provavelmente tem as mesmas dúvidas que donos de negócio, profissionais liberais e criadores de conteúdo têm há mais de vinte anos: preciso mesmo de um site? Domínio próprio vale o custo? Se todo mundo está no celular e nas redes sociais, para que um site? As perguntas mudaram de roupa ao longo do tempo (antes era o Orkut, depois o Facebook, hoje o Instagram, o WhatsApp e a inteligência artificial), mas a essência é a mesma.

A resposta curta, com base nos dados de três décadas de internet brasileira: ter um site próprio, com domínio próprio, ficou mais importante, não menos. As redes sociais mudam as regras, fecham ou saem do ar; o seu endereço na internet continua sendo seu. E, embora a busca hoje comece no celular, uma fatia grande das compras, principalmente as de valor mais alto, ainda é decidida na tela do computador, onde a pessoa compara, lê os detalhes e confere quem está do outro lado.

Este guia reúne as 13 dúvidas mais comuns de quem quer criar um site e responde cada uma com fatos e fontes que você pode conferir. Ele foi escrito para servir a qualquer pessoa, contrate você a AgileHost ou não.

Resumo em 30 segundos

  • O Brasil passou de 851 domínios .br em 1996 para mais de 5,3 milhões em 2024 (NIC.br). Sete de cada oito domínios registrados por brasileiros são .br (NIC.br, 2022).
  • Mesmo assim, só 56% das empresas brasileiras com 10 ou mais funcionários tinham site em 2025, número praticamente parado desde 2021 (Cetic.br, TIC Empresas 2025). Quem tem site ainda sai na frente de quase metade do mercado.
  • 65% dos usuários de internet no Brasil acessam a rede só pelo celular (TIC Domicílios 2025). Mas em 2021 o computador gerou 47% do faturamento do e-commerce com apenas 41% dos pedidos (NIQ Ebit, Webshoppers 45): quem compra pelo computador gasta mais por pedido.
  • Redes sociais são terreno alugado: o Orkut fechou em 2014, o alcance orgânico das páginas no Facebook caiu para cerca de 6% no mesmo ano e, em 4 de outubro de 2021, Facebook, Instagram e WhatsApp ficaram mais de seis horas fora do ar.
  • O mínimo para começar é um domínio no seu nome (CPF ou CNPJ), uma hospedagem confiável e um site simples que funcione bem no celular e no computador.

30 anos de internet no Brasil em uma tabela

Antes das dúvidas, vale olhar a linha do tempo. Ela mostra um padrão que se repete: cada nova plataforma parece que vai substituir o site, e o número de sites e domínios continua crescendo.

Ano O que aconteceu Fonte
1995 Primeiro domínio comercial brasileiro é registrado, para a Cemig NIC.br
1996 O DNS do .br entra em operação com 851 domínios NIC.br
2006 O .br passa de 1 milhão de domínios NIC.br
2008 Pessoas físicas passam a poder registrar .com.br com o CPF NIC.br
2010 2 milhões de domínios .br; o e-commerce brasileiro fatura R$ 13,8 bilhões NIC.br; Webshoppers 43
2011 O Google mostra que o consumidor consultava, em média, 10,4 fontes antes de decidir uma compra (eram 5,2 no levantamento anterior) Google/Shopper Sciences
2012 3 milhões de domínios .br NIC.br
2014 O Google encerra o Orkut. O alcance orgânico de páginas no Facebook cai para cerca de 6% (2% nas páginas grandes) TechTudo; Social@Ogilvy
2016 O Google anuncia a indexação mobile-first: o site passa a ser avaliado pela versão de celular Google Search Central
2018 4 milhões de domínios .br NIC.br
2020 O celular passa a responder por 52,5% do faturamento do e-commerce, que chega a R$ 87,4 bilhões Webshoppers 43
2021 Facebook, Instagram e WhatsApp ficam mais de seis horas fora do ar em 4 de outubro Tecnoblog
2022 5 milhões de domínios .br; 62% dos usuários acessam a internet só pelo celular NIC.br; TIC Domicílios 2022
2023 O Google conclui a migração para a indexação mobile-first Google Search Central
2024 Os resumos com IA (AI Overviews) chegam à busca do Google no Brasil; o .br passa de 5,3 milhões de domínios Mobile Time; NIC.br
2025 157 milhões de brasileiros usam a internet, 65% deles só pelo celular; 56% das empresas têm site TIC Domicílios 2025; TIC Empresas 2025

Repare que nenhuma das grandes mudanças de comportamento (redes sociais, celular, inteligência artificial) fez o número de domínios cair. Ele só subiu.

1. Preciso de site se já tenho Instagram, Facebook ou WhatsApp?

Essa é a dúvida mais antiga e a mais repetida. Em 2008 a pergunta era “preciso de site se tenho comunidade no Orkut?”. Em 2012, “se tenho página no Facebook?”. Hoje é “se tenho Instagram e WhatsApp Business?”. A resposta continua sendo sim, e a história explica por quê.

Rede social é terreno alugado. Quem manda nas regras é a plataforma, não você. Três episódios mostram o risco:

O site é o oposto: o endereço é seu, o conteúdo é seu, os contatos que chegam por ele são seus. As redes continuam ótimas para ser descoberto. O ideal é usar as duas coisas: a rede social leva a pessoa até você, e o site é onde ela confirma que você é sério e fecha negócio.

2. Por que ter domínio próprio? Não serve um endereço gratuito?

Construtores de site gratuitos costumam entregar endereços como seunegocio.plataforma.com. Funciona para testar uma ideia, mas tem três problemas para quem quer ser levado a sério:

  1. O endereço não é seu. Se a plataforma mudar o plano gratuito, colocar anúncios ou fechar, você perde o endereço que divulgou em cartões, fachada e redes. Um domínio próprio (seunegocio.com.br) acompanha você em qualquer hospedagem.
  2. Credibilidade. Em um dos estudos mais citados sobre o tema, a Universidade Stanford analisou como 2.684 pessoas avaliavam a confiabilidade de sites. O aspecto visual e a aparência profissional apareceram em 46,1% dos comentários, mais do que qualquer outro fator (Stanford Web Credibility Project, 2002). Mais de vinte anos depois, o raciocínio é o mesmo: endereço próprio e site bem feito passam a impressão de empresa estabelecida.
  3. E-mail profissional. Com domínio próprio você tem contato@seunegocio.com.br em vez de um e-mail gratuito. Explicamos as razões em detalhe em por que não usar e-mail grátis na empresa.

Os brasileiros já entenderam isso: o .br passou de 1 milhão de domínios em 2006 para 5 milhões em 2022 (NIC.br). Para saber mais sobre o assunto, veja o que é registro de domínio e as vantagens de ter um nome próprio.

3. Devo registrar .com.br ou .com?

Se o seu público está no Brasil, o .com.br costuma ser a melhor escolha. Segundo o NIC.br, cerca de 7 de cada 8 domínios registrados por brasileiros são .br (NIC.br, 2022). O brasileiro está acostumado a digitar “.com.br”, e a terminação deixa claro que você atende no país.

Desde 2008, pessoas físicas também podem registrar .com.br usando o CPF; antes era preciso ter CNPJ (NIC.br). Se você pretende vender para fora do Brasil, vale registrar também o .com, para proteger o nome e redirecionar para o site principal.

Uma dica que evita muita dor de cabeça: registrar o nome do domínio não é o mesmo que registrar a marca. Explicamos a diferença em registro de domínio x registro de marca.

4. Se quase todo mundo usa o celular, o computador ainda importa?

Importa, e muito. Esta é talvez a dúvida em que o senso comum mais erra.

É verdade que a busca começa no celular. A pesquisa TIC Domicílios 2025 mostra que 65% dos usuários de internet no Brasil acessam a rede exclusivamente pelo celular; em 2022 eram 62% (TIC Domicílios 2025; TIC Domicílios 2022). Desde 2016 o Google avalia os sites principalmente pela versão de celular, e essa mudança foi concluída em 2023 (Google Search Central). Um site que não funciona bem no celular perde visitas e posições na busca.

Mas a compra, principalmente a mais cara, ainda passa muito pelo computador. Os números do e-commerce brasileiro mostram isso com clareza:

Indicador (e-commerce Brasil) Celular Computador
Participação nos pedidos em 2021 59% 41%
Participação no faturamento em 2021 53% 47%
Ticket médio em 2020 R$ 431 (celular) R$ 452 (média de todo o e-commerce)

Fontes: NIQ Ebit, Webshoppers 45 (2021) e Webshoppers 43 (2020).

Fazendo a conta com os números de 2021: o computador ficou com 47% do dinheiro tendo apenas 41% dos pedidos. Isso quer dizer que cada pedido feito no computador valeu, em média, cerca de 28% a mais do que um pedido feito no celular (cálculo nosso a partir dos percentuais do Webshoppers 45).

A diferença aparece também na taxa de conversão. O relatório Digital Experience Benchmarks 2026 da Contentsquare, feito com dados de sites do mundo todo, mostrou que o celular gera 69,9% do tráfego, mas a taxa de conversão no computador é 74% maior que no celular (Contentsquare).

E existe uma explicação simples para isso. Ainda em 2011, um estudo do Google com 5.000 consumidores mostrou que as pessoas consultavam em média 10,4 fontes de informação antes de decidir uma compra, quase o dobro das 5,2 fontes do levantamento anterior (Google/Shopper Sciences). Hoje o caminho típico é este:

  1. A pessoa descobre você no celular: uma busca rápida, um post, uma indicação no WhatsApp.
  2. Ela volta depois, muitas vezes no computador do trabalho ou de casa, para comparar preços, ler a descrição completa, ver fotos grandes, conferir prazos, CNPJ e endereço.
  3. Só então fecha, em qualquer um dos dois.

A TIC Domicílios 2025 reforça esse comportamento: nos lares que têm computador, 69% dos usuários de internet também o utilizam para acessar a rede (TIC Domicílios 2025). Ou seja, quem tem computador continua usando, justamente nas tarefas que pedem mais atenção.

O que isso significa na prática: o site precisa ser rápido e fácil no celular para não perder a pessoa no primeiro contato, e precisa ser completo e confortável no computador para convencê-la na hora da decisão. Rede social não faz a segunda parte: ninguém compara três fornecedores com calma rolando um feed.

5. Com tanta gente na internet, ainda dá tempo de criar um site?

Dá, e a concorrência é menor do que parece. A internet brasileira tem 157 milhões de usuários, 85% da população com 10 anos ou mais (TIC Domicílios 2025). Mas, entre as empresas com 10 ou mais funcionários, só 56% tinham site em 2025. Nas pequenas (10 a 49 funcionários), eram 53%; nas grandes, 87% (TIC Empresas 2025). Em 2021 o total era de 58% (TIC Empresas 2021), ou seja, o número está praticamente parado.

Traduzindo: o cliente já está na internet, mas quase metade das empresas ainda não tem um endereço próprio para recebê-lo. Para um pequeno negócio, ter um site bem feito ainda é um diferencial real.

Também fizemos um levantamento no Google Trends sobre o interesse pelo termo “criar site” no Brasil desde 2004. A procura teve o pico entre 2008 e 2011, caiu com a chegada das redes sociais e está estável desde 2018, com leve alta a partir de 2020. A curiosidade de “ter um site” deixou de ser novidade, e quem procura hoje já chega com uma necessidade concreta.

6. Quanto custa ter um site?

O custo de um site se divide em três partes, e é importante não confundir uma com a outra:

Item O que é Como se paga
Domínio O endereço (seunegocio.com.br) Anual, renovado todo ano
Hospedagem O servidor onde o site fica guardado e funcionando 24 horas Mensal ou anual
Criação O desenho e o conteúdo do site Uma vez (com profissional) ou seu tempo (se fizer sozinho), mais manutenção

Na hora de comparar preços, olhe também o que está incluído: e-mail profissional, certificado de segurança (SSL), backups, suporte em português e se a renovação custa o mesmo que o primeiro ano. Planos muito baratos no primeiro ano e caros na renovação são comuns no mercado.

Um site institucional simples custa bem menos do que a maioria das pessoas imagina. O que mais pesa no longo prazo não é o preço do plano, e sim o tempo perdido com um site fora do ar, lento ou sem suporte quando você precisa.

7. Site grátis vale a pena?

Para testar uma ideia ou um projeto pessoal, sim. Para um negócio, normalmente não. Os planos gratuitos costumam ter endereço de subdomínio da plataforma, anúncios de terceiros, limites de páginas e recursos, e pouca ou nenhuma possibilidade de levar o site para outro lugar.

Se quiser começar sem custo, uma boa estratégia é montar o rascunho em uma ferramenta gratuita ou com ajuda de IA e, quando o conteúdo estiver pronto, publicar com domínio próprio e hospedagem de verdade. Mostramos esse caminho em como criar um site grátis usando IA.

8. Preciso saber programar?

Não. Hoje há três caminhos principais:

A inteligência artificial já ajuda a escrever textos, montar estruturas e gerar imagens, o que encurta muito o trabalho de quem faz sozinho.

9. Meu site vai aparecer no Google sozinho?

Com o tempo, o Google encontra a maioria dos sites, mas “aparecer” não é o mesmo que “aparecer bem”. Para acelerar e ser encontrado pelas buscas certas:

Os fundamentos de SEO mudaram pouco em vinte anos. Resumimos o essencial em a importância do SEO básico.

10. Com a inteligência artificial respondendo tudo, site ainda faz sentido?

Faz, e talvez mais do que antes. Desde agosto de 2024 a busca do Google no Brasil mostra resumos gerados por IA no topo de muitos resultados (Mobile Time). Esses resumos, assim como as respostas do ChatGPT, do Gemini e de outros assistentes, são montados a partir de páginas publicadas na internet, e as fontes aparecem como links.

Isso cria uma regra nova: quem não tem um site com informações claras sobre o próprio negócio não tem como ser citado. Um perfil em rede social fechado para buscadores ou um catálogo dentro de um aplicativo não servem de fonte para a IA. Já uma página com o que você faz, onde atende, preços ou faixas de preço, perguntas frequentes e formas de contato pode ser lida, entendida e recomendada.

11. O que é hospedagem e como escolher uma?

Hospedagem é o serviço que mantém o site armazenado em um servidor ligado 24 horas e conectado à internet. Sem ela, o domínio não tem para onde apontar. Algumas perguntas que ajudam a escolher, em qualquer empresa:

12. O domínio fica mesmo no meu nome?

Esta é a dúvida que muita gente só tem quando já é tarde. É comum o domínio ser registrado no CPF ou CNPJ de quem fez o site, de um ex-funcionário ou de uma agência. Enquanto a relação vai bem, ninguém percebe; quando ela termina, recuperar o endereço pode levar meses.

Como se proteger:

13. E se eu quiser trocar de hospedagem depois?

Com domínio próprio, trocar de hospedagem é possível sem mudar o endereço do site nem os e-mails divulgados. O conteúdo é copiado para o novo servidor e o domínio passa a apontar para lá. Com planejamento, o site praticamente não sai do ar. É mais um motivo para não depender de plataformas que não deixam você levar o site embora. Explicamos como funciona em transferência de hospedagem.

Checklist: o que você precisa para criar seu site

  1. Escolher o nome e verificar se o domínio está livre (de preferência .com.br).
  2. Registrar o domínio no seu CPF ou CNPJ.
  3. Contratar uma hospedagem com servidores no Brasil, backups e suporte humano.
  4. Criar o e-mail profissional no seu domínio.
  5. Definir as páginas essenciais: início, quem somos, serviços ou produtos, perguntas frequentes e contato (com WhatsApp, telefone e endereço, se houver).
  6. Testar o site no celular e no computador.
  7. Cadastrar no Google Search Console e no Perfil de Empresa no Google.
  8. Colocar o endereço do site em todas as redes sociais, no cartão de visita e na assinatura de e-mail.

Perguntas rápidas

Vale a pena ter um site em 2026?

Sim. O número de domínios .br só cresceu em 30 anos, mas quase metade das empresas ainda não tem site, o que torna o site um diferencial. Além disso, é a única presença na internet que não depende das regras de uma rede social.

Site ou Instagram: qual é melhor para uma empresa?

Os dois têm papéis diferentes. O Instagram ajuda a ser descoberto; o site dá credibilidade, aparece no Google e nas respostas de IA, e é onde o cliente compara e decide, muitas vezes pelo computador.

Preciso de CNPJ para registrar um domínio .com.br?

Não. Desde 2008 pessoas físicas podem registrar .com.br com o CPF.

Por que as pessoas compram mais pelo computador se usam mais o celular?

Porque compras de maior valor exigem comparação e leitura com calma, e a tela maior facilita isso. Em 2021 o computador gerou 47% do faturamento do e-commerce brasileiro com 41% dos pedidos.

Fontes consultadas

Sobre a AgileHost

Respondemos essas dúvidas desde 2001, quando começamos como Mega Internet; o nome AgileHost é usado desde 2011. Não somos revenda: temos estrutura física própria, com servidores DELL e rede Cisco em datacenters no Brasil (SP e RS), backup diário dos bancos de dados e atendimento feito por pessoas. Os domínios que registramos ficam no CPF ou CNPJ do próprio cliente.

Se quiser ajuda para tirar o seu site do papel, conheça a hospedagem de sites e o registro de domínios da AgileHost.

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